Imagem de um casal deitado se beijando | HIV entre jovens | ONG ALIA Londrina

HIV entre jovens vem crescendo no Brasil e atinge os piores níveis desde os anos 80

O HIV entre jovens no Brasil tem crescido a níveis alarmantes nos últimos anos. Esse é um fato que muitos ainda desconhecem, por incrível que possa parecer.

Você deve estar se perguntando: como isto é possível com tanta informação disponível?

Estudos da UNAIDS apontam o aumento exponencial do HIV entre jovens no Brasil, principalmente na faixa dos 15 aos 24 anos.

Pesquisas recentes revelam que o número geral de infectados pelo vírus HIV nos últimos 10 anos aumentou, atingindo os piores níveis desde o início dos anos 80.

Dados do Ministério da Saúde indicam um aumento de quase 100% na procura por tratamentos de HIV e AIDS no SUS entre 2009 e 2015. Só em 2015, 81 mil pessoas buscaram tratamento. Isso representou um aumento de 13% em relação a 2014 e um novo recorde.

Neste artigo, buscaremos elucidar algumas das principais causas do retorno da epidemia de HIV no Brasil. Com dados atualizados e importantes, propomos ações simples para informar e evitar o contágio e a transmissão do vírus HIV. Continue lendo! Contribua para o debate deixando o seu comentário ao final.

Quais as principais causas do aumento do HIV entre jovens?

Com tanta informação disponível na internet, tv e campanhas de combate ao HIV/AIDS, é realmente assustador constatar que a epidemia de HIV entre jovens voltou com força.

Para entendermos porque a epidemia está de volta e atinge principalmente os jovens, listamos 5 possíveis causas:

1. Cada vez menos se discute sexualidade nas escolas e nas famílias

Segundo especialistas ouvidos pelo portal Erosdita, as discussões sobre AIDS e HIV estão perdendo espaço nas escolas e espaços públicos.

Dentro das famílias também se discute cada vez menos o assunto sexualidade. Os pais ignoram o fato de que os jovens têm vida sexual ativa e transam (muito).

Além disso, a comunicação com o jovem sobre o tema é ruim e ultrapassada. A mensagem que eles recebem hoje não difere muito daquela de 30 anos atrás.

Um exemplo concreto disso é o fato de que só se discute a importância o uso da camisinha durante o período do carnaval. Campanhas pelo uso do preservativo são veiculadas massivamente na época do carnaval e no restante do ano o assunto é abordado apenas de maneira pontual.

Isso gera uma falta de interesse pela informação e o impacto é maior principalmente na faixa etária entre 15 a 24 anos. Por que?

2. Os jovens estão relaxando na prevenção da doença

Imagem de uma garota segurando uma camisinha e seu parceiro na cama ao fundo | HIV entre jovens | ONG ALIA Londrina

As novas gerações lidam com o HIV de forma completamente diferente do se que se lidava no início dos anos 80.

No geral, os jovens hoje em dia tendem a achar que a doença tem tratamento, embora ainda não exista a cura.

Como eles não viveram o surgimento da doença, o antigo ‘fantasma’ do HIV e da AIDS dizimando populações e ídolos como Cazuza e Freddy Mercury (entre muitos outros), já não assusta mais os jovens, como acontecia no passado.

Soma-se a isso o fato de que a grande maioria dos jovens dispensa o uso da camisinha durante as relações sexuais. Há um certo desdém dos mais jovens quanto à prevenção.

3. Mortes por causa da AIDS caíram mais de 40% nos últimos anos

Imagem de um casal abraçado olhando para o rio | HIV entre jovens | ONG ALIA Londrina

Embora o HIV entre jovens tenha atingido níveis recordes, as mortes por causa da AIDS caíram mais de 40%, segundo dados do Ministério da Saúde. Esse fato está diminuindo o medo das pessoas com relação à doença. Ao mesmo tempo, faz crescer a sensação de invulnerabilidade, uma vez que o tratamento da AIDS tem sido cada vez mais eficaz com o passar dos anos.

As mortes por AIDS realmente diminuíram muito, mas a transmissão do vírus HIV entre jovens só tem aumentado. A falta de conscientização sobre esse problema gera uma falsa sensação de segurança entre os mais jovens.

4. O tratamento do HIV evoluiu muito

Imagem de mãos despejando comprimidos de um frasco | HIV entre jovens | ONG ALIA Londrina

Os medicamentos antirretrovirais atuais fazem efeito rápido e prolongam a vida, diferentemente dos antigos coquetéis anti-AIDS/HIV. Em muitos casos, com pouco mais de 6 meses de tratamento é possível suprimir a carga viral de um indivíduo ao ponto de ela se tornar indetectável no organismo.

A maior parte das pessoas em tratamento com antirretrovirais por mais de 6 meses já não transmite o vírus HIV para outras pessoas.

5. O preconceito e a discriminação crescem dia a dia

Imagem de dois homens caminhando de mãos dadas | HIV entre jovens | ONG ALIA Londrina

A AIDS/HIV ainda são tabu na nossa sociedade. Isso se deve à falta de discussão e ao desinteresse pelo tema.

Embora a maior incidência de AIDS seja entre os homens, na sociedade altamente conservadora em que vivemos, a prática sexual livre entre pessoas do mesmo sexo ainda é vista por muitos como algo condenável.

Muitos ainda associam erroneamente o HIV/AIDS à orientação sexual homoafetiva e a grupos de maior vulnerabilidade, como profissionais do sexo e usuários de drogas.

A falsa ideia de que “não vai acontecer comigo” é uma cortina de fumaça. Ela bloqueia o debate e contribui para diminuir o interesse dos jovens sobre o assunto.

AIDS em Londrina: casos aumentam principalmente entre jovens de 20 a 29 anos

De acordo com o último boletim epidemiológico da AIDS em Londrina, houve um grande aumento dos casos de AIDS na cidade, principalmente entre jovens de 20 a 29 anos.

Houve aumento também nas Infecções Sexualmente Transmissíveis como a sífilis e a gonorréia, devido à falta do uso da camisinha.

Os números de Londrina no geral têm acompanhado a tendência de aumento frequente no número de pessoas infectadas com essas doenças e com o vírus HIV no Brasil.

Como posso combater o aumento do HIV entre jovens?

Devemos fazer o que está ao nosso alcance para incluir o máximo de pessoas nessa discussão.

Existem várias formas de combater a proliferação do HIV e da AIDS. Vamos citar algumas delas:

1 – Conscientização: discuta o assunto com a sua família. Procure a orientação do seu professor, solicite à sua escola o debate sobre a sexualidade. Fomente o assunto dentro da sua comunidade.

2 – Prevenção: o uso da camisinha é mais do que nunca essencial para conter a epidemia de HIV entre jovens. Nós da ONG ALIA distribuímos gratuitamente preservativos masculinos e femininos. Precisando, não esqueça de nos procurar! 😉

3 – Teste rápido: o SUS oferece o teste de HIV/AIDS gratuitamente. Está com receio? Sofreu abuso? Teve algum comportamento de risco recentemente? Não hesite em fazer o teste rápido. Quanto antes o HIV for detectado, melhor.

4 – Baixe gratuitamente o nosso e-book “Jovens e Vulnerabilidades”. Lançamos nesse ano um e-book voltado aos jovens que é um pequeno manual completo sobre prevenção e cuidados sexuais.

Baixando o e-book, você irá aprender sobre:

– níveis e comportamentos de risco;

– métodos de prevenção;

– diferenças entre HIV e AIDS;

– Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);

– HPV;

– PEP e PREP;

– higiene;

– curiosidades;

– e muito, muito mais.

Temos certeza que o nosso e-book irá ajudar a esclarecer questões importantes para que você tenha uma vida sexual saudável.

Com uma linguagem leve e moderna, o e-book “Jovens e Vulnerabilidades” é ilustrado. Ele contém informações valiosas para te ajudar a entender as várias questões e nuances que permeiam a discussão sobre o HIV entre jovens.

Sabemos que a informação salva vidas, por isso preparamos esse material com muito carinho pensando em você que é jovem.

O e-book “Jovens e Vulnerabilidades” é uma publicação da ALIA e você pode baixá-lo gratuitamente clicando aqui. Basta inserir o seu nome e e-mail para ter acesso a esse material incrível!

(Clique na imagem e baixe o e-book gratuitamente)

 

Até o próximo artigo!

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